Sede Administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Nordeste

União Nordeste Brasileira

Lição de PG nº 6 | 08/02 | PEGUE O SUFICIENTE

Publicado por: Meirinaldo Júnior

O cenário da parábola das dez virgens (Mt 25:1-13) era típico de um casamento no Oriente Médio. Geralmente à noite, os convidados da festa deveriam esperar pelo noivo junto à casa da noiva. Nesse contexto, as dez virgens são introduzidas na história. O desfecho dessa parábola contido no verso acima é um dos mais fortes dos Evangelhos, com uma das sentenças mais duras que o ouvido humano poderia ouvir.

Essa não seria a primeira parábola ou história da Bíblia que terminaria de uma forma dura. Ao longo das Escrituras vemos pistas de que, no tocante a salvação e serviço, nunca haverá unanimidade. Porém, ao ver as similaridades entre as dez virgens, não dava para cogitar que um número tão grande ficaria para trás. Vejamos algumas dessas similaridades:

1. Eram virgens;

2. Tinham lâmpadas;

3. Tinham azeite;

4. Queriam encontrar o noivo;

5. Todas dormiram. Por que um fim tão diferente?

Acho que o fator chave aqui é o azeite. No início da jornada havia azeite em todas as lâmpadas, porém, apenas cinco delas levaram por prudência uma reserva, que na parábola simboliza o Espírito Santo. As virgens néscias cometeram alguns erros que lhes custaram caro:

•          Subvalorizaram a importância do azeite;

•          Perderam o senso de urgência, ou seja, subestimaram o tempo;

•          Acordaram, porém já era tarde;

•          Acharam que o azeite era algo transferível;

•          A experiência de ontem não resolve os nossos problemas de hoje.

Às vezes, somos tomados pela falsa sensação de segurança, de que os aspectos meramente exteriores que nos assemelham aos demais fiéis serão suficientes, mas qualquer avaliação honesta nos faria perceber que nos falta essência.

1.         Qual a principal diferença entre as virgens néscias e as prudentes?

2.         O que pode contribuir para que nunca nos falte o Azeite?

“…não vos conheço…” (Vs. 12) é a resposta a um grupo de pessoas que, dizendo conhecer o noivo, agiu descuidadamente. A ausência do azeite (Espírito Santo) torna trágico o fim da parábola. Não podemos tomar literalmente a porcentagem da história, mas Deus quer nos deixar claro que, infelizmente, muitos ficarão para trás. A sentença sairá dos lábios do noivo, mas quem a escolheu fomos nós. Um dos tesouros escondidos dessa parábola de Cristo é que é preciso mais do que a consciência da necessidade de azeite. É necessário buscar e transbordar dele a cada dia, como lembra a Palavra “…quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir” Lucas 11:13.