Sede Administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Nordeste

União Nordeste Brasileira

Lição de PG nº 50 – 14 de dezembro – Lavando os pés do mundo

Publicado por: rutesouza

LAVANDO OS PÉS DO MUNDO

“Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e voltando à mesa, perguntou-lhes: compreendeis o que vos fiz?” João 13:12.

Quando somos submissos ao lavar os pés de outra pessoa, demonstramos que não somos importantes nem superiores, pois Jesus deixou as glórias do céu para servir nosso mundo.

Jesus Cristo é o centro da atenção nos Evangelhos. Embora tenhamos muitas palavras e instruções do Mestre, temos
também muitos exemplos do ministério compassivo que Ele demonstrou durante os três anos e meio que viveu entre nós. Em Marcos 1:40-41, temos um exemplo dessa compaixão. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: “Quero, fica limpo”. Notamos que, naquela época, a lepra era considerada um sinal de impureza. É notável, então, que Jesus tenha tocado o leproso. Foi um toque de compaixão, mas isso não tornou Jesus impuro. Na realidade, o toque dEle tornou o leproso puro.

Nos evangelhos, cada pessoa que veio até Jesus para conseguir Sua ajuda, sempre recebeu a ajuda que exigiu. Um dos exemplos mais interessantes disso é a história da mulher, siro-fenícia, que pediu pra Jesus curar sua filha (Marcos 7:24-30). Se fizermos apenas uma leitura superficial, poderemos achar que Jesus mostrou dureza de coração quando respondeu à
petição dela com as palavras: “Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Porém, em realidade, Jesus deu à mulher dois sinais que a encorajaram a pedir com mais insistência. Ele disse “primeiro”, o que sugere que existe um “segundo”, ou seja, a oportunidade para a cura da filha dela. A segunda dica que Jesus deu à mulher foi o uso da palavra “cachorrinhos”. Existiam dois tipos de cães naquela cultura, os que eram
guardados fora de casa, e os que podiam ficar dentro. Quando falavam sobre cães permitidos dentro de casa, eles usavam diminutivo. Essa é a palavra usada em Marcos 7:27, “cachorrinhos”. Isso implica dizer que Jesus estava falando sobre cães domésticos. A mulher notou as oportunidades e pediu com mais insistência.

O Senhor Jesus também explicou a ação social do cristão por meio de parábolas. Na parábola do bom samaritano, por exemplo, Jesus estava respondendo à questão: “Quem é o meu próximo? ” (Lucas 10:29). Certamente, a história concentra
bastante atenção na compaixão do bom samaritano, primeiramente por dizer: “vendo-o, compadeceu-se dele” (Lucas 10:33), mas muito mais, por mostrar seus atributos. Ele toma tempo para ajudar, usa vinho e óleo para limpar as feridas e acalmar a dor, coloca o homem no seu animal, o leva até a pousada, cuida do doente durante a noite e deixa dois denários para pagar a conta na hospedaria.

Contudo, é importante salientar o que Jesus perguntou ao fim da parábola: “Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? ” O doutor da lei perguntou: “Quem é meu próximo? ”. Jesus perguntou: “Quem foi o próximo do homem ferido?” Quando lemos a história, temos a ideia de que o homem ferido era o próximo, mas Jesus precisamente dá a entender que o samaritano se fez de próximo. Isso quer dizer que próximo é verbo, não é substantivo. Temos que perguntar: “A quem posso ajudar?”

Para qualquer lugar que eu for, sempre terá um próximo, porque sou também o próximo e tenho oportunidade de ajudar cada pessoa que encontro. Jesus deu lições práticas disso, Ele foi um exemplo de vida de serviço. Em cada lugar que o Senhor passava, vidas eram transformadas através de atos de bondade, compaixão e misericórdia.

Durante a cerimônia em que Jesus lavou os pés dos discípulos, Ele deu uma lição de humildade. Depois de lavar os pés dos discípulos, disse: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou” (João 13:14-16). Jesus se esvaziou, deixando a glória do céu, para servir aos homens (Filipenses 2:5-8). Ele mostrou que nós devemos nos humilhar para servir aos outros. Como ele lavou os pés, nós devemos procurar oportunidades para, humildemente, servir uns aos outros.

Conclusão – Apelo

Visto que Jesus Cristo é o grande exemplo para os cristãos, é necessário que estes sigam os seus passos. Isso significa que a ação social do cristão sempre deve ser entendida em relação à ação de Deus. Ação com duas características: abnegação de si mesmo e redenção dos outros; ação humilde e redentiva. Se seguirmos o exemplo de Jesus de lavar os pés dos outros, mostrando, então, que não praticamos somente a ordem da humildade, estamos realmente sendo elevados pelo serviço. Lavar os pés do mundo, é ser semelhante a Cristo.

PARA DISCUTIR

1. É possível fazer a obra social, ajudar ao próximo, fazer caridades e não ter uma relação com Deus?
2. Existe ligação entre a autoridade divina, por exemplo, para expulsar demônios, e a compaixão que Jesus mostrou?
3. Qual a importância do ministério da ASA para a igreja?
4. Como podemos, individualmente ou como igreja, transformarmos a assistência social como parte integral de nossa missão?

“Aos que mostram piedade para com os desafortunados, os cegos, os coxos, os afligidos, as viúvas, os órfãos e necessitados, Cristo considera como guardadores dos mandamentos, os quais terão a vida eterna.” Beneficência social, pág 209

Versos estudados nesta lição:
João 13:12-16; Marcos 1:40-41; Marcos 7: 24-30; Lucas 10:29,33

AUTOR: Erinaldo Costa
Diretor Regional da ADRA Nordeste