Sede Administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Nordeste

União Nordeste Brasileira

Lição de PG nº 45 – 9 de novembro – O sofisticado é simples

O SOFISTICADO É SIMPLES

“O Senhor vela pelos simples.” Salmos 116:6

O Senhor vela pelos simples” (Sl 116:6). “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. ” (II Co 11:3) “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.”

A vida baseada em simplicidade é abençoada, pois a Bíblia diz: “Deus cuida de modo especial dos simples”. Quando o assunto é financeiro, devemos buscar as virtudes básicas do cristão que é aquele que vive ou deveria viver em simplicidade.
Mas nos dias de hoje, cultivar as coisas simples da vida já não é mais a prioridade de muitos seguidores de Cristo.

O espírito consumista, a valorização do ter em detrimento do ser, é o que está em alta, e muitas das relações são construídas centradas no que o outro possui e não pelo que ele é. Acaba que, por hoje, não há mais tempo para a busca da reflexão, do estudo das escrituras, da oração e contentar-se com o que se tem, tornou-se para nós um pesadelo sem fim. Sempre estamos à procura de algo novo que satisfaça nosso desejo de consumo, tanto na dimensão religiosa como nas questões triviais do dia
a dia. Nossa maneira de nos relacionarmos com Deus acaba se transformando em uma relação de barganha, onde na maioria dos casos estamos na expectativa de receber algo para alimentar nossas ansiedades

Vivemos em uma época em que a estabilidade financeira é sinônimo de felicidade. Uma vida confortável livre de problemas equivale a ser “bem-sucedido espiritualmente. ” O simples é substituído pelo espetacular e a busca da humildade tornou-se uma tarefa difícil e dolorosa. A velha natureza, por muitas vezes, predomina vencendo a guerra na luta entre o princípio cristão e o desejo da carne, e isso, tendendo para a inclinação do eu, pode resultar em morte espiritual.

É na simplicidade que encontramos o caminho da excelência espiritual. Viver de maneira simples é imitar Cristo em seu estilo de vida. Ele viveu sem ostentação, como descreve o profeta Isaías (Is. 53.2); esvaziou-se de si e tomou forma de servo (Fp. 2:7). Sua vida foi intensamente marcada pela simplicidade, desprovido de estabilidade financeira (Mt. 8:20) e, em sua profissão, optou por dignidade e simplicidade.

Devemos buscar a simplicidade cristã. No exemplo de Jesus de Nazaré, devemos optar por uma vida mais simples longe de ansiedade. Ele cuidará de nós. A inquietação pelo dia seguinte não é recomendável, porque Deus irá prover o necessário para seus filhos (Mt. 6.25-34). O acúmulo de bens e a busca pelo consumismo são derrotados quando priorizamos o Reino de Deus e sua justiça. Encarnar os valores do Reino ensinados por Jesus, no sermão do monte, remete-nos a prática de uma vida simples sem priorizar luxo e ostentação. É importante frisar que quando estamos aos cuidados do pai celestial, temos algum conforto. Entretanto, isso não é uma confirmação de que estamos vivendo em conformidade com a simplicidade ensinada por Jesus. Como já foi dito, essas coisas não devem ser aquilo que nos guia na busca de uma vida mais simples.

Conclusão – Apelo

A justiça do Reino tem como alvo desafiar o discípulo a viver de maneira modesta. Humildade, mansidão, espírito pacificador e abster-se do acúmulo de bens, são algumas das marcas daqueles que optaram por seguirem pelo caminho de Cristo. Em nossa forma de vida cristã, é preciso adotar a prática do desprendimento, pois onde estiver nosso tesouro, estará também nosso coração (Lc. 12.34). Por fim, devemos optar por uma vida mais simples. Viver como Jesus viveu, andar como
Ele andou. Que possamos deixar de lado a soberba da vida, o ajuntamento de bens e o individualismo e valorizarmos a vida comunitária, na repartição de bens e na busca do cultivo das coisas mais simples da vida. Que o contentamento seja nosso árbitro, “porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele” (1 Tm. 6:7).

PARA DISCUTIR

1. Qual o significado de simplicidade para você?

2. O que nos faz sorrir, geralmente não são as coisas mais caras e mais extraordinárias da vida. Na maioria das vezes, o fator responsável por nosso sorriso são as pequenas coisas, são os pequenos gestos. Você concorda? Comente.
3. Você acha que hoje, as pessoas estão carentes de coisas simples? Cite exemplos.
4. Vemos a grande valorização do sucesso, da riqueza, da beleza, do corpo, roupas, marcas, casas, carros, bens materiais, mas o que tem gerado cada vez mais corações frustrados, decepcionados e vazios?
5. A simplicidade é um presente de Deus para nós, é uma característica marcante na personalidade de Jesus. Que ações podem ser realizadas por você e pelo seu PG para seguirem o exemplo de Jesus?

“Ele deve possuir a graça, a beleza, a conveniência da simplicidade natural. Cristo nos advertiu contra o orgulho da vida, mas não contra sua graça e beleza naturais. Apontou às flores do campo, aos lírios desabrochando em sua pureza, e disse: “Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Mt. 6:29. Assim, pelas coisas da Natureza, Cristo ilustra a beleza apreciada pelo Céu, a graça modesta, a simplicidade, a pureza, a propriedade que Lhe tornariam aprazível nossa maneira de vestir. Ele nos manda que usemos o mais belo vestido na alma. Nenhum adorno exterior se pode comparar em valor ou encanto àquele “espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”. I Pd 3:4 – Ciência do Bom Viver, Pág. 289.

Versos estudados nesta lição:
Salmos 116:6; II Coríntios 11:13; Isaías 53:2; Filipenses 2:7; Mateus 6:25-34 e 8:20; Lucas 12:34; I Timóteo 6:7; I Pedro 3:4

AUTOR: Pr. Elmir Santos – Líder de Mordomia da USeB
Adaptado por: Rafaella Andrade – Secretária de Mordomia UNeB