Sede Administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Nordeste

União Nordeste Brasileira

Lição de PG n° 46 |15/11| Vencendo pelo testemunho

TEXTO BÍBLICO

“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do cordeiro e por causa do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.” Apocalipse 12:11

Você conhece a verdade que ninguém pode contradizer ou rejeitar? É uma verdade simples, que pode fazer de você a testemunha mais eficaz de Cristo na terra. Isso aconteceu na história de Paulo, anteriormente Saulo de Tarso. Todo leitor do livro de Atos conhece a história ardente do discurso de Estêvão e do subsequente martírio. Os carrascos empilharam suas roupas aos pés de Saulo, enquanto ele permanecera como um cúmplice silencioso da sorte de Estevão. Desesperado para apagar a memória da pregação de Estevão, Saulo busca destruir a comunidade cristã. Indo com pressa para Damasco a fim de perseguir os seguidores de Cristo, Saulo fica cara a cara com o Messias ressurreto. Conduzido cego até a cidade, Saulo luta por três dias e três noites com a irresistível verdade sobre Jesus. Porém, em meio à cegueira, os seus olhos se abrem. Agora, com o coração quebrantado e convertido ao Salvador, Saulo é batizado e dedica sua vida à apaixonada obra de testemunhar sobre sua fé no Cristo vivo.

Ao longo do livro de Atos, três vezes Paulo conta sua história de conversão aos seus ouvintes. É provável que ele tenha contado seu testemunho centenas e centenas de vezes ao longo da vida.

Esta é a verdade que não se pode contradizer ou rejeitar: o testemunho pessoal. Por esse motivo, o texto da lição de hoje apresenta os eleitos de Deus vencendo o inimigo por meio da vitória do calvário e pelo testemunho que deram.

Testemunhar é uma das maneiras de permanecer firme na fé. Os testemunhos apresentados por Paulo, relatados no livro de Atos, nos dão alguns princípios de como devemos apresentar nosso testemunho pessoal às pessoas. O Pr. Bill Hybels apresenta um esboço da maneira como Paulo testemunhava:

1 – Apresente de maneira simples (Atos 22:1-21): Os relatos do testemunho de Paulo seguem uma regra lógica e simples: “Como eu era antes de conhecer a Jesus, como eu o conheci e como é a minha vida depois de conhecê-lo”. Nada muito complicado, no entanto, poderoso. Cristo é o centro do testemunho, não você ou o que você passou.

2 – Seja breve (Atos 23:6): Paulo relata sua história de conversão em uma única frase. Seu testemunho não deveria durar mais que três minutos, pois as maiores oportunidades de testemunhar não são em um sermão, mas em conversas informais.

3 – Seja prudente (Atos 26:4-23): Paulo era capaz de adaptar seu testemunho a diversas ocasiões, moldando seu relato de acordo com os ouvintes. Com um amigo no trabalho, com um desconhecido no metrô, entre outros, conte sua história de maneira sábia, adaptada à situação e ao interesse do ouvinte.

4 – Não use jargões religiosos: Em vez de dizer: “quando conheci a verdade” diga: “quando descobri o que a Bíblia ensina”. “Quando o Espírito Santo incendiou o meu coração” pode ser substituído por: “em Jesus tenho descoberto uma razão nova para viver!”.

5 – Não seja prepotente: Se meu testemunho se torna um relato da minha superioridade moral e espiritual sobre os que “não têm a verdade”, é melhor que eu guarde meu testemunho para mim mesmo.

PARA DISCUTIR

  1. A impressão de superioridade pode atrapalhar em nosso testemunho pessoal?

2.  Precisamos da igreja para mostrar ao mundo o testemunho correto?

Para vender produtos de saúde, muitas vezes a publicidade se vale de fotos do antes e depois dos que usaram os produtos. Porque nada é mais eficaz do que o relato de alguém que diz: “funcionou comigo”.  Assim é na vida espiritual. Nossa imagem do “antes” – culpa, temor, vícios, ira, egoísmo etc. – são similares à de outras pessoas. Por isso, as pessoas se emocionam ao ouvir um verdadeiro relato do “depois” com paz, perdão, domínio próprio, humildade, etc. Nosso testemunho é uma imagem única e atrativa do que Jesus é capaz de fazer em uma vida.

PRA NÃO ESQUECER

“Testemunho não é sinônimo de autobiografia. Quando estamos realmente testemunhando, não falamos de nós mesmos, mas de Cristo.” John Stott

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