Sede Administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Nordeste

União Nordeste Brasileira

03 – AMNÉSIA ESPIRITUAL

Publicado por: Meirinaldo Júnior

Se seu compatriota hebreu, homem ou mulher, vender-se a você e servi-lo seis anos, no sétimo ano dê-lhe a liberdade. E, quando o fizer, não o mande embora de mãos vazias. Dê-lhe com generosidade dos animais do seu rebanho e do produto da sua eira e do seu tanque de prensar uvas. Dê-lhe conforme a bênção que o Senhor, o seu Deus, tem dado a você. Lembre-se de que você foi escravo no Egito e que o Senhor, o seu Deus, o redimiu. É por isso que hoje dou a você essa ordem. (Deuteronômio 15.12-15)

 

Essa é uma lei de Deus para o povo de Israel registrada em Deuteronômio. Existem duas formas de encararmos a lei; vou chamar uma de “forma da religião” e a outra de “forma do evangelho”.

Como a forma da religião encara a lei? Como caminho para Deus. O religioso pensa: “Eu faço o que a lei manda e sou aceito por Deus”. O princípio claro é “eu faço e sou aceito”. Mas qual é o princípio da forma do evangelho? A lei, no evangelho, é vista como caminho de Deus. No evangelho, o homem pensa: “Eu sou aceito por Deus de forma graciosa, sem merecer, e por isso eu faço”.

Fazer e obedecer, no evangelho, são uma resposta ao amor, à graça de Deus. Portanto, no evangelho a lei não é um caminho até Deus, como se o acessássemos por meio de obediência, mas sim um caminho de Deus, por onde quem já foi alcançado caminha. O que move a obediência no evangelho é um ato de amor do Pai, é a própria salvação de Deus.

No Antigo Testamento, o que movia a obediência às leis? A libertação do Egito. Deus libertou o seu povo do Egito, salvando-o de forma milagrosa, um ato de graça da parte de Deus. Então, Deus pede ao seu povo, agora liberto, que obedeça, em gratidão, às suas leis.

O versículo de Deuteronômio na abertura diz que se um homem comprasse um escravo, ele o libertaria no sétimo ano, acrescentando-lhe posses do seu próprio rebanho. Por quê? “Lembre-se de que você foi escravo no Egito e que o Senhor, o seu Deus, o redimiu. É por isso que hoje dou a você essa ordem”. Então, a motivação para a obediência não é o que está por vir, mas o que já aconteceu. “Você foi liberto do Egito, você era um escravo e eu o libertei. E não o despedi de mãos vazias, mas o abençoei com os bens dos egípcios, e agora você vai libertar o seu escravo e deve abençoá-lo, porque eu fiz primeiro”.

Se o que move a “forma do evangelho” é um ato de amor de Deus, temos que nos lembrar disso constantemente. Quando eu entendo o evangelho, meu desafio é não me esquecer do que Deus fez por mim e lembrar-me do ato de amor de Deus, porque é isso o que move o meu ato de obediência.

A palavra-chave do evangelho é “lembre-se”.

Devemos nos lembrar do quão pecadores nós somos, de que merecíamos ir para o inferno, mas que ele deu o seu filho para morrer por nós, levando sobre si os nossos pecados a fim de que hoje fôssemos considerados santos diante dele. Por essa razão, a cruz não pode, sequer por um momento, sair da nossa mente. Devemos nos lembrar, todos os dias, do que Ele fez por nós e viver em resposta a isso.

Se existem duas formas de encararmos a lei, é importante que descubramos a qual delas estamos relacionados!

A “forma da religião” encara a lei como caminho para Deus, enquanto que a “forma do evangelho” encara a lei como caminho de Deus. Enquanto aquela acredita causar uma resposta positiva em Deus, esta sabe que está apenas respondendo à graça dele.

Como você pratica suas disciplinas espirituais? O seu serviço ministerial? Como você desenvolve sua missão? Como um caminho de quem faz o que é certo esperando a bênção da salvação? Ou você está vivendo como quem já foi salvo e tudo o que faz é em resposta a esse gracioso presente de Deus?

Que o Senhor Jesus nos guie pelo caminho santo de temor a Deus e de observância às suas leis, tudo isso porque ele nos salvou com grande misericórdia! Que a nossa vida possa ser uma resposta à grande misericórdia do Eterno!

 

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Procure pensar no que lhe causa aflição quando você se esquece de orar. Como você imagina Deus? Ele está com olhar ameaçador, balançando um bloco celestial e pensando se realmente levará você com ele para o céu? Ou você o imagina simplesmente soberano, cheio de amor e perfeitamente estabilizado em seu relacionamento com a trindade, apenas aguardando por você como um filho amado?

Jesus queria orar quando soube da morte de João Batista. Ele queria, não era obrigado, mas desejava descansar aos pés do seu Pai celestial. Então, ele viajou de barco para um local de retiro, mas ao chegar lá, havia uma multidão. Ele curou todos e depois mandou os discípulos de barco para o outro lado do Mar da Galileia. Você acha que Jesus ficou se perguntando se ele realmente era filho de Deus simplesmente porque não conseguiu orar na hora que tinha planejado? Entenda: você é filho de Deus, nasceu de novo, é amado do Pai e as disciplinas são para que você mesmo aprenda a aproximar-se do Todo-Poderoso.

ORE COMIGO:

Pai santo, tudo o que era necessário para a minha salvação já foi feito por Jesus na cruz. Hoje, porém, quero reagir em amor e dedicação trabalhando para o Senhor, seja em oração, seja estudando as Escrituras ou mesmo participando de atividades da igreja. Quero servi-lo no meu trabalho, em casa e no transporte. Tudo em resposta ao seu amor. Quero viver leve, cheio do seu Espírito Santo, desfrutando da vida abundante que Jesus conquistou para mim e santificando-me mais a cada dia, para a glória do seu nome maravilhoso. Que eu seja uma cópia fiel de Jesus, no nome de quem oro, amém.